Buenos dias internautas de todo o mundo!
Após muito tempo sem postar nada, eis que eu retorno para dar uma atualizada no blog.
Ultimamente ando sem tempo até para ir ao banheiro, devido a vida de trabalho, faculdade e igreja, mas... graças a Deus por tudo, quem sabe um dia eu serei recompensado por isso rsrs.
Na minha última postagem, eu já estava trabalhando aqui em Xerém e pude acompanhar de perto a catástrofe de enchentes que todos puderam acompanhar pelos noticiários, de lá pra cá Xerém mudou bastante. Foram removidas todas aquelas casas que desabaram, refizeram toda a "orla" do rio que transbordou, refizeram a ponte que era o acesso principal ao outro lado de Xerém, muita gente morreu e nunca foram encontradas (assim como também isso não foi noticiado)... enfim, o tempo passou e a população conseguiu ir se restabelecendo aos poucos.
De lá p cá, minha vida também mudou bastante, mudei de setor no meu trabalho; antes trabalhava no setor de logística e conseguir uma vaga no setor de informática. Comecei também a faculdade EAD de Sistemas em Tecnologias de Informação, um sonho pessoal... teria meu canudo de ensino superior...
Enfim... mudei de horário e função! Só não sabia que ao mudar de turno, minha vida social mudaria também kkkk.
As funções na empresa só aumentavam (só não aumenta o salário né! Até hoje, 2 anos de empresa, e nada), aumenta as responsabilidades também. Não tinha horário certo para sair, pois sempre dava alguma merda e eu tinha que ficar, mesmo com ordens de "evitar fazer hora extra", como se eu quisesse né?! Não compensa para mim pois a hora trabalhada é muito pouco tendo em vista o tempo que eu perderia.
Com isso, acabei não dando conta da facul e "abandonei" por força maior. Lá se ia meu sonho indo embora...
Comecei a cobrar por melhoras e aumento de salário, tendo em vista o profissional eficiente e eficaz que sou. Graças a Deus, sempre dei conta de tudo o q me foi "imposto", mesmo não sendo referente a minha função. Porém, ao invés de me darem um aumento, reduziram (ainda que ridiculamente) minha carga de serviços e então eu passei a sair no horário.
Tendo isso em vista, resolvi correr atrás da faculdade novamente, pois não posso me contentar com isso aqui. Almejo coisas melhores para minha vida e tenho fé um dia conseguir conquistá-las.
Fiz o Enem e consegui uma boa pontuação, decidi então mudar a faculdade para RH tendo em vista dois pontos: 1- Seriam 2 anos de curso, conseguiria me formar rápido e 2- gostaria de conhecer todos os meus direitos como trabalhador para nunca mais ser passado para trás por empresários e gerentes.
Me inscrevi no Prouni e fui selecionado entre 5 vagas (Sou sinistro, fiquei em 3º rsrs), mas não consegui passar na seleção devido a comprovação de renda. "Droga, lá se vai o sonho escorrendo por água abaixo novamente".
Me casei. Começamos a luta para conseguir nossas coisinhas.
O tempo passou e para minha surpresa, recebo um e-mail da Unigranrio, informando que fui selecionado através do Prouni para ingressar na Faculdade no segundo semestre de 2014. Dessa vez eu não precisei fazer nada, eles me procuraram e dessa vez eu consegui passar na seleção. Fiquei "felizérrimo" e agradeci muito a Deus pela vitória.
Hoje não tenho mais vida social!
Acordo entre 4 e 5 da manhã p ir trabalhar, me estresso quase todo dia p conseguir pegar um bendito ônibus para Xerém, já que a frota parece que é reduzida em horário de Rush, e quando vem ônibus, parece uma lata de sardinha. As vezes tenho que fazer baldeação para conseguir chegar no horário. No trabalho, tem dias que está tão frenético que eu esqueço até que tenho que beber água, ir ao banheiro...
Saio do trabalho direto para faculdade, chego lá na merda de cansaço e já no início de período letívo, temos um p... trabalho p entregar no próximo mês.
Chego em casa por volta das 23:00 (só o corpo né, pq a alma já subiu a muito tempo kkkk), tomo um banho, janto e quando olho o relógio... 00:00 e eu tenho q dormir para começar tudo novamente no dia seguinte.
Nos finais de semana não muda muita coisa. Sábado eu faço tudo o q não dá p fazer durante a semana. Mexer no carro, mexer no computador, sair, resolver problemas, ensaiar minha voz, estudar sax e, quando eu consigo um restinho de tempo... dormir. nos Domingos, é dia reservado para resolver os assuntos da igreja, curso de Teologia, EBD, ensaios, culto...
Hoje durmo no máximo 4 ou 5 horinhas, estou parecendo um zumbi de tanta olheiras e cansaço mental, mas sou grato a Deus por tudo isso e um dia sei que todo esse esforço trará algum benefício p minha família.
Bom, isso foi só um pouquinho do que aconteceu desde a última postagem. Espero em breve estar aqui atualizando o blog novamente.
Bruninho bbs
Bruninho bbs e Cia
Sejam bem vindos
Este blog será um portal para vocês conhecerem minhas aventuras.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
domingo, 6 de janeiro de 2013
Bruninho bbs: Relato sobre a catástrofe em Xerém
Bruninho bbs: Relato sobre a catástrofe em Xerém: Salve caros leitores! Hoje vou comentar sobre um fato ocorrido na madrugada do dia 03/01/2013. Todos temos acompanhado pelos noticiários o...
Relato sobre a catástrofe em Xerém
Salve caros leitores!
Hoje vou comentar sobre um fato ocorrido na madrugada do dia 03/01/2013. Todos temos acompanhado pelos noticiários o que tem sido uma das maiores catástrofes de Duque de Caxias, a cabeça d'água que fez com que os rios que cortam Xerém transbordasse fazendo com que boa parte do local praticamente desaparecesse do mapa.
Fui pessoalmente com meus pais e minha esposa fazer doações de roupas e conferir o local da tragédia, o bairro de Café Torrado, principal ponto de acesso para a Cachoeira de Xerém, a qual eu costumava ir muitas vezes quando criança.
Tentar descrever a situação, é difícil, principalmente para quem conhecia o lugar e se depara com o que restou dele. A situação é tão crítica, que o acesso ao local foi reduzido pelas autoridades locais, para que não atrapalhem o socorro e as obras de limpeza. É uma verdadeira zona de pós-guerra, o transporte público só vai até a praça da Mantiqueira, alguns quilômetros do ponto final de Xerém e todo o tráfego está sendo desviado para impedir o acesso a localidade. A todo momento passam ambulâncias com suas sirenes ligadas, carros da defesa civil e resgate com homens equipados como se fossem para a guerra, reportagens, corpo de bombeiros... enfim, parece coisa de filme mesmo. Da Mantiqueira em diante não se vê mais asfalto, somente poeira, lama, móveis pelas ruas e muitas pessoas com máscaras para evitar a inalação da poeira.
Quando se chega ao local que temos a real noção do quão grande foi a tragédia, a principal ponte de acesso ao outro lado do bairro de Café Torrado caiu, deixando as pessoas isoladas. Casas e ruas as margens do rio já não existem mais, somente destroços, muita lama, carros soterrados... As retro-escavadeiras trabalham constantemente juntamente com a população na limpeza do que sobrou. O rio teve seu curso alterado e ainda corre com muita força, pessoas atravessam com cordas para não serem levadas pela correnteza. Em alguns pontos a água alcançou 3 metros de altura ou mais, e acreditem, algumas casas tem lama e areia próximas ao teto deixando a mostra somente a laje a vista. Pessoas que estavam desaparecidas começam a serem encontradas mortas. Ontem foram encontrados 2 criancinhas mortas, segundo relatos de pessoas que ajudaram no resgate; o corpo do funcionário da Cedae, que foi levado pela enchente, também foi encontrado.
Trabalho a noite, e na empresa onde eu trabalho (em Xerém mesmo), um dos funcionários ao chegar em casa, não a encontrou mais, ficando somente com a roupa do corpo e a bicicleta que levava para o trabalho. 15 funcionários faltaram na quinta e na sexta, e os que conseguiram ir para o trabalho, estavam moribundos de sono, pois estavam pernoitados ajudando no socorro das vítimas. Um dos funcionários contou que a água subiu a altura do peito em menos de 10 minutos. Algumas pessoas não conseguiam nem abrir a porta de casa, devido a pressão da água e eram resgatadas pelos próprios moradores as pressas antes que a água tomasse conta do local.
Contando assim, é difícil de acreditar, as vezes até acreditamos, mas não conseguimos ter uma real noção da grandiosidade da destruição, até ver com nossos próprios olhos. É lastimável a situação de quem sobreviveu ao caos, mas graças a Deus ainda estão vivas, mesmo que tenham perdido tudo. Agora o negócio é agradecer a Deus por estar vivo, começar do zero e contar com a ajuda dos amigos e das doações de você, caro leitor.
Orem por estas vidas, procure os locais de doações e ajude, se ponha no lugar de quem investiu anos e anos de trabalho duro para construir sua casinha humilde com muita luta e sofrimento, e hoje só tem a roupa do corpo.
Deixo aqui algumas imagens que eu mesmo tirei para comprovar o fato:
Hoje vou comentar sobre um fato ocorrido na madrugada do dia 03/01/2013. Todos temos acompanhado pelos noticiários o que tem sido uma das maiores catástrofes de Duque de Caxias, a cabeça d'água que fez com que os rios que cortam Xerém transbordasse fazendo com que boa parte do local praticamente desaparecesse do mapa.
Fui pessoalmente com meus pais e minha esposa fazer doações de roupas e conferir o local da tragédia, o bairro de Café Torrado, principal ponto de acesso para a Cachoeira de Xerém, a qual eu costumava ir muitas vezes quando criança.
Tentar descrever a situação, é difícil, principalmente para quem conhecia o lugar e se depara com o que restou dele. A situação é tão crítica, que o acesso ao local foi reduzido pelas autoridades locais, para que não atrapalhem o socorro e as obras de limpeza. É uma verdadeira zona de pós-guerra, o transporte público só vai até a praça da Mantiqueira, alguns quilômetros do ponto final de Xerém e todo o tráfego está sendo desviado para impedir o acesso a localidade. A todo momento passam ambulâncias com suas sirenes ligadas, carros da defesa civil e resgate com homens equipados como se fossem para a guerra, reportagens, corpo de bombeiros... enfim, parece coisa de filme mesmo. Da Mantiqueira em diante não se vê mais asfalto, somente poeira, lama, móveis pelas ruas e muitas pessoas com máscaras para evitar a inalação da poeira.
Quando se chega ao local que temos a real noção do quão grande foi a tragédia, a principal ponte de acesso ao outro lado do bairro de Café Torrado caiu, deixando as pessoas isoladas. Casas e ruas as margens do rio já não existem mais, somente destroços, muita lama, carros soterrados... As retro-escavadeiras trabalham constantemente juntamente com a população na limpeza do que sobrou. O rio teve seu curso alterado e ainda corre com muita força, pessoas atravessam com cordas para não serem levadas pela correnteza. Em alguns pontos a água alcançou 3 metros de altura ou mais, e acreditem, algumas casas tem lama e areia próximas ao teto deixando a mostra somente a laje a vista. Pessoas que estavam desaparecidas começam a serem encontradas mortas. Ontem foram encontrados 2 criancinhas mortas, segundo relatos de pessoas que ajudaram no resgate; o corpo do funcionário da Cedae, que foi levado pela enchente, também foi encontrado.
Trabalho a noite, e na empresa onde eu trabalho (em Xerém mesmo), um dos funcionários ao chegar em casa, não a encontrou mais, ficando somente com a roupa do corpo e a bicicleta que levava para o trabalho. 15 funcionários faltaram na quinta e na sexta, e os que conseguiram ir para o trabalho, estavam moribundos de sono, pois estavam pernoitados ajudando no socorro das vítimas. Um dos funcionários contou que a água subiu a altura do peito em menos de 10 minutos. Algumas pessoas não conseguiam nem abrir a porta de casa, devido a pressão da água e eram resgatadas pelos próprios moradores as pressas antes que a água tomasse conta do local.
Contando assim, é difícil de acreditar, as vezes até acreditamos, mas não conseguimos ter uma real noção da grandiosidade da destruição, até ver com nossos próprios olhos. É lastimável a situação de quem sobreviveu ao caos, mas graças a Deus ainda estão vivas, mesmo que tenham perdido tudo. Agora o negócio é agradecer a Deus por estar vivo, começar do zero e contar com a ajuda dos amigos e das doações de você, caro leitor.
Orem por estas vidas, procure os locais de doações e ajude, se ponha no lugar de quem investiu anos e anos de trabalho duro para construir sua casinha humilde com muita luta e sofrimento, e hoje só tem a roupa do corpo.
Deixo aqui algumas imagens que eu mesmo tirei para comprovar o fato:
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| Ponto final de Xerém. Ao fundo a faixa do deslizamento do morro. |
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| Rede Record, Vagner Montes e Alexandre Cardoso. |
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| Carro soterrado. |
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| Isso é o que sobrou de alguns lugares. |
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| Maquinário abrindo espaço para acesso as casas. |
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| Rastro da destruição. |
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| A ponte de acesso para a outra margem já não existe mais. |
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| Existiam casas onde hoje é só destroço. |
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| O que sobrou da ponte de acesso a outra margem. |
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| As marcas denunciam a altura do alcance da água. |
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| Hoje... abandonada. |
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| Curso alterado. |
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| Água e lama cobriram todo o primeiro andar. |
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| Mesmo com todo o esforço e rapidez, ainda tem muita lama. |
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| Acredite, tinham casas aqui! |
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| A areia e a lama elevaram a altura das ruas! |
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| Altura da lama nesta casa. |
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| Muitas casas desapareceram! |
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| Esta senhora afundou na lama na altura da cintura. |
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| Desabrigados na outra margem do rio. |
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O milagre de Deus em minha vida
Sou promessa de Deus desde o ventre da minha mãe. Quando bebê ainda, eu fui ressuscitado através de uma oração de minha tia, e da mesma forma que isso aconteceu na minha vida, aconteceria na vida do meu sobrinho também:
Em 16/04/2011 (Sábado), estava eu no meu quarto navegando na internet como de costume, minha mãe na cozinha lavando louça, meu pai no quintal, minha irmã catando roupa no varal e meu sobrinho Miguel de 2 anos deitado na cama vendo seus desenhos como de costume.
De repente um barulho e um choro! "Miguel caiu!" Corremos para o quarto e lá estava meu sobrinho caído no chão chorando; minha mãe o pegou nos braços e ali ele perdeu o choro e começou a sufocar. Vendo que ele não voltava a sí, a família entra em pânico vendo a situação, minha irmã começa a chorar dizendo "meu filho vai morrer", minha mãe se desespera e meu pai fica em estado de choque; então eu pego meu sobrinho do colo da minha mãe e mando ela e meu pai buscarem ajuda enquanto eu tento o reanimar.
Eu sacudi meu sobrinho algumas vezes e ele conseguiu por alguns segundos recuperar o fôlego e soltou um pequeno choro, mas logo após ele engole o choro novamente, que dessa vez passa a ser mais intenso.
Ele começa a perder a consciência nos meus braços.... e naquele momento eu começo a clamar a Deus em meu pensamento. Meu sobrinho começa a ficar roxo e de repente ele cai para trás com a boca e os olhos abertos.
Seu rostinho estava roxo e seus olhinhos estavam negros (os olhos dele são castanhos claros), como ficam normalmente uma pessoa morta logo após o sangue para de circular.
Ali, eu já achava que estava tudo acabado e estava pronto a deitar seu corpo no chão e aplicar os primeiros socorros na tentativa de reanimá-lo. Me lembro de clamar a Deus por várias vezes em minha mente (era somente isso que me vinha a mente naquele momento) quando eu resolvi sacudí-lo mais uma vez. Ao fazer isso (com mais força dessa vez) acho que consegui liberar a glote do meu sobrinho e ele conseguiu respirar novamente e voltou a chorar, voltando a consciência normal. Ao vê-lo naquela situação, minha mãe começa a perder a consciência e parece ter um princípio de infarto no colo da minha irmã. eu com meu sobrinho no colo ainda tento acalmá-la, meus vizinhos chegam para ajudar e meu pai chega com socorro, ela se recupera e vamos imediatamente ao posto médico com um vizinho que passava de carro na rua e naquele momento não pensa duas vezes em ajudar. Eu não sei de onde estes abençoados sairam (estavam ele e sua esposa no carro), na verdade eu nem sabia que eles morava próximo a minha casa, eu nunca os tinha visto antes, mas creio que Deus os enviou ali naquele momento, não somente eles, mas todos os que ajudaram prontamente no socorro e sei também que nunca terei como demonstrar tanta gratidão.
Chegando ao posto médico, fomos informados que não tinha aparelhagem para atender meu sobrinho, pois ele teria que fazer uma tumografia de urgência já que corria riscos devido aos desmaios.
Fomos direto para o Hospital de Saracuruna, onde ele foi imediatamente atendido pelo pediatra e encaminhado a fazer a tumografia na mesma hora. Não levou 40 minutos e meu sobrinho estava atendido, já com o resultado da tumografia em mãos e liberado pelo médico sem nenhum tipo de risco ou sequelas, além de um corte na boca e um hematoma seguido de um pequeno corte acima do supercílio direito, devido ao tombo.
Cheguei em casa, tomei um banho gelado e me tranquei no meu quarto, foi ali que minha ficha caiu.
Naquela hora eu me desabei em prantos e só sabia agradecer a Deus por Ele ter me sustentado em suas mãos naquele momento. Eu não tinha outras palavras enquanto me acabava em lágrimas além de "OBRIGADO MEU DEUS"
Bruno Batista dos Santos (18/04/2011)
Em 16/04/2011 (Sábado), estava eu no meu quarto navegando na internet como de costume, minha mãe na cozinha lavando louça, meu pai no quintal, minha irmã catando roupa no varal e meu sobrinho Miguel de 2 anos deitado na cama vendo seus desenhos como de costume.
De repente um barulho e um choro! "Miguel caiu!" Corremos para o quarto e lá estava meu sobrinho caído no chão chorando; minha mãe o pegou nos braços e ali ele perdeu o choro e começou a sufocar. Vendo que ele não voltava a sí, a família entra em pânico vendo a situação, minha irmã começa a chorar dizendo "meu filho vai morrer", minha mãe se desespera e meu pai fica em estado de choque; então eu pego meu sobrinho do colo da minha mãe e mando ela e meu pai buscarem ajuda enquanto eu tento o reanimar.
Eu sacudi meu sobrinho algumas vezes e ele conseguiu por alguns segundos recuperar o fôlego e soltou um pequeno choro, mas logo após ele engole o choro novamente, que dessa vez passa a ser mais intenso.
Ele começa a perder a consciência nos meus braços.... e naquele momento eu começo a clamar a Deus em meu pensamento. Meu sobrinho começa a ficar roxo e de repente ele cai para trás com a boca e os olhos abertos.
Seu rostinho estava roxo e seus olhinhos estavam negros (os olhos dele são castanhos claros), como ficam normalmente uma pessoa morta logo após o sangue para de circular.
Ali, eu já achava que estava tudo acabado e estava pronto a deitar seu corpo no chão e aplicar os primeiros socorros na tentativa de reanimá-lo. Me lembro de clamar a Deus por várias vezes em minha mente (era somente isso que me vinha a mente naquele momento) quando eu resolvi sacudí-lo mais uma vez. Ao fazer isso (com mais força dessa vez) acho que consegui liberar a glote do meu sobrinho e ele conseguiu respirar novamente e voltou a chorar, voltando a consciência normal. Ao vê-lo naquela situação, minha mãe começa a perder a consciência e parece ter um princípio de infarto no colo da minha irmã. eu com meu sobrinho no colo ainda tento acalmá-la, meus vizinhos chegam para ajudar e meu pai chega com socorro, ela se recupera e vamos imediatamente ao posto médico com um vizinho que passava de carro na rua e naquele momento não pensa duas vezes em ajudar. Eu não sei de onde estes abençoados sairam (estavam ele e sua esposa no carro), na verdade eu nem sabia que eles morava próximo a minha casa, eu nunca os tinha visto antes, mas creio que Deus os enviou ali naquele momento, não somente eles, mas todos os que ajudaram prontamente no socorro e sei também que nunca terei como demonstrar tanta gratidão.
Chegando ao posto médico, fomos informados que não tinha aparelhagem para atender meu sobrinho, pois ele teria que fazer uma tumografia de urgência já que corria riscos devido aos desmaios.
Fomos direto para o Hospital de Saracuruna, onde ele foi imediatamente atendido pelo pediatra e encaminhado a fazer a tumografia na mesma hora. Não levou 40 minutos e meu sobrinho estava atendido, já com o resultado da tumografia em mãos e liberado pelo médico sem nenhum tipo de risco ou sequelas, além de um corte na boca e um hematoma seguido de um pequeno corte acima do supercílio direito, devido ao tombo.
Cheguei em casa, tomei um banho gelado e me tranquei no meu quarto, foi ali que minha ficha caiu.
Naquela hora eu me desabei em prantos e só sabia agradecer a Deus por Ele ter me sustentado em suas mãos naquele momento. Eu não tinha outras palavras enquanto me acabava em lágrimas além de "OBRIGADO MEU DEUS"
Eu não sei se você que leu este relato acredita em Deus... milagres... não sei sua religião... mas eu creio no Deus que eu sirvo e que nunca me desamparou, e sei que naquele momento eu fui usado pelas Suas mãos para socorrer meu sobrinho, pois no momento em que todos estavam em estado de choque, eu O clamei, e Ele me deu consciência do que fazer naquela hora, mesmo estando em estado de pânico.
Bruno Batista dos Santos (18/04/2011)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Pedra do Sino
DIÁRIO DE BORDO
MODALIDADE: TREKKING (OU ENDURO)
DATA DA EXPEDIÇÃO: 11/09/10
DESTINO: PEDRA DO SINO, LOCALIZADA A 2.275 MT DE ALTURA NO PARQUE NACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS (SEDE TERESÓPOLIS)
INTEGRANTES DA EXPEDIÇÃO: ROBERTO, GEOVANNI, ÂNGELO, ANDERSON E BRUNO (EU)
OBS.: ÂNGELO E ANDERSON SÃO IRMÃOS
Após certo tempo sem fazer nenhum turismo ou esporte, reunimos a patota (formada por Geovanni, Roberto e eu) e pesquisamos qual seria nossa próxima aventura. Após várias pesquisas optamos pelo trekking na Pedra do Sino. Convidamos Ângelo e Anderson, que prontamente se apresentaram para a expedição.
Resolvemos marcar a trilha após os 3 meses seguintes para que pudéssemos fazer pesquisas sobre como subir (e como não subir também rsrs), comprar os equipamentos necessários (básicos), e preparar o espírito para o que estava por vir.
Enfim, o dia marcado aproxima-se, e com ele aproxima-se o “cagaço” também, pois nunca tínhamos feito nada parecido a uma altitude dessas (rsrs).
Minha namorada começa a ter sonhos tenebrosos uma semana antes e chora para que eu não vá, pois poderia acontecer algo ruim. Cheguei a pedir uma oração para minha pastora (sou evangélico).
Ângelo estoura a mochila que usaria para o acampamento uma semana anterior a data marcada (É sério, ela simplesmente explodiu quando ele colocou as coisas que levaria para o camping dentro dela rsrs).
O dia chega e começam os problemas:
Marcamos no dia anterior que Roberto e Geovanni me buscariam de carro em casa as 06:20 e de lá passaríamos na casa do Ângelo e Anderson para seguirmos de lá. Só o Roberto apareceu na minha casa por que Geovanni não acordou na hora marcada. Ângelo e Andersom também se atrasaram.
Anderson trabalhou até 01:00 da manhã (marcamos para sair as 06:30; coitado, parecia um zumbi dormindo de olhos abertos dentro do carro kkkk).
Geovanni acorda atrasado (como sempre) e não toma café da manhã, chegando morto de fome ao parque.
Roberto tremia mais que vara verde antes mesmo de chegarmos ao parque (não sei se era frio ou medo, mas só ele tremia).
As mochilas não couberam no porta-malas (a minha, era a maior pois, era uma senhora cargueira), o que fez com que Geovanni, Ângelo e Anderson dividissem o lugar com mais duas mochilas carregadas que não entraram na mala do carro kkkk.
Chegando ao parque, apresentamos os ingressos (R$ 32,50 – para trilha e pernoite), assinamos o termo de responsabilidade, e pagamos R$ 10,00 de estacionamento (Não optamos por pernoitar dentro do abrigo 4, pois iríamos acampar no local), e logo após isso, Geovanni perde os ingressos e começa a entrar em pânico, descendo metade da estrada que leva a entrada da trilha para procurar o ingresso no carro (logo descobriria que o ingresso dele estava no bolso do apagadão do Ângelo kkkk).
Começamos a subida as 09:00 em ponto passando primeiramente pela guia do parque que passa as instruções básicas da trilha, como não cagar na trilha, não mijar na água e não jogar lixo no chão; após isso você passa pelo portão da trilha, e que se vire sozinho rsrs.
A trilha já começa testando quem é homem de verdade para suportá-la já que é muito íngreme e com muitas pedras (ou melhor, SOMENTE pedras). Com isso, fizemos nossa primeira parada para descansar com apenas 5 minutos de caminhada para esperar o Geovanni, que a essa altura do campeonato já estava entregue, pedindo arrego e arrependido de ter ido e não ter tomado café.
A mochila mais pesada era justamente a do Geovanni. Tinha tanta coisa dentro que os miojos e a panela de pressão ficaram pendurados fora da mochila (brincadeirinha rsrs, era uma panelinha pequena para o miojo). Tipo... Deveria estar pesando uns 30 kg brincando. Também ele tinha levado 1 edredom, 1 colchonete, 1 isolante térmico que mais parecia um colchão de solteiro, 3 miojos, 1 cup noodles, vários biscoitos, umas 5 blusas, panela e mais outras bugigangas.
A mochila do Ângelo tinha 1 colchonete com travesseiro embutido, 1 cobertor, 2 miojos, roupas, E SÓ.
A mochila do Anderson, eu nem faço idéia do que tinha dentro (em alguns momentos eu até esquecia que ele estava com a gente porque ele quase não fala kkkk)
A mochila do Roberto só tinha 1 cobertor, jornal para servir de cama rsrs, 1 cup noodles, 2 miojos, 2 barrinhas de cereais (que ele dividiu comigo e com Ângelo kkk) e roupas.
A minha mochila estava bem repleta também, afinal eu era o único que pensava além da diversão; ninguém se preocupava em acidentes, tombos... Levei kit primeiros socorros completo, corda, canivete... Fora o essencial: 1 cobertor de solteiro, 1 isolante térmico (1 cxa de papelão aberta do tamanho do meu colchonete kkk), 1 colchonete, 3 casacos, 2 blusas, 3 calças, 4 pares de meias, 3 cuecas, kit higiene pessoal (essencial, nunca esqueçam isso), e alimentação. Deveria pesar uns 25 kg, mas como é uma mochila cargueira e estava bem ajustada, era bastante confortável e quase não sentia o peso da mochila.
Chegamos ao abrigo 4 às 13:55 da tarde, após 4 horas e 55 minutos de caminhada árdua.
A temperatura local era de 17°. Eu estava só no espírito, porque o corpo tinha ficado para trás há muito tempo. Ao ver o telhado do abrigo 4 no meio da mata eu gritei um “O GLÓRIA”. Eu já não tinha mais forças nas pernas para caminhar, então joguei o corpo para frente e deixava que o peso da mochila me conduzisse. Quando cheguei ao acampamento, larguei a mochila... Parecia que estava flutuando, pois já nem sentia mais as pernas rsrs.
Conhecemos o Guarda (Denis) do abrigo, que para nossa surpresa tinha um amigo em comum conosco. Ao me perguntar se eu era militar, comentei que fui militar e servi no 31º GAC. Descobrimos que ele tinha servido no Havaí, com um colega nosso também (Rafael – Salvador – Vulgo Ioda para nós) e fizemos logo amizade.
A primeira coisa que Geovanni fez depois de montar a barraca, conhecer o acampamento e o abrigo 4, foi comer e deitar, o que durou uns 30 minutos no máximo, pois tínhamos que subir para acompanhar o pôr do sol.
Como desde o início da trilha... Dávamos 10 passos, enquanto Geovanni dava 1 (é f...da).
Subimos para a Pedra com 12° de temperatura.
Vale ressaltar que ele tem vertigem e se borrou todinho quando me distanciei 5 metros dele na escalada da Pedra do Sino. Só faltou chorar, “Pô cara, eu tô com medo... Vão lá vocês que eu espero vocês aqui...” Roberto teve que ir lá pegar na mãozinha dele para ajudar o bebezão a subir kkkk, enquanto eu, puto, o chamava de florzinha kkkk. Chegando ao marco da Pedra, ele faleceu... Entrou em coma... Desmaiou... Dormiu... Deitou... (como preferirem), e não se levantou até que um grupo desceu e ele se enrabichou atrás deles.
Descemos com 8° de temperatura, às 18:00 da noite. Comemos e fomos deitar, já que não tinha mais nada para fazer no meio do “breu” total.
As 00:00 ainda chegavam os grupos para acamparem também, enquanto nós já tínhamos dormido e acordado umas 5 vezes. Faziam 5° nessa hora.
Foi o melhor momento do acampamento. A visão era espetacular, fomos os primeiros a chegar ao local, as luzes da cidade ainda estavam acesas para minha satisfação (era o que eu mais desejava ver). O sol nascendo, a cidade se apagando, o pessoal chegando para acompanhar o nascente também... Foram as melhores fotos que tiramos, pena o Geovanni ter escolhido ficar na barraca dormindo que nem bebê.
Descemos e ele ainda dormia enquanto muitos já até desmontavam as barracas para descer a trilha.
Desmontamos acampamento, nos despedimos do Denis, e começamos a descer as 09:30 em ponto. A descida foi tão tranqüila que descemos em ritmo acelerado. Ultrapassávamos outros grupos que também desciam a trilha como se fosse a coisa mais simples do mundo. Levamos aproximadamente 5 horas para subir e descemos com apenas 2 horas e 40 minutos.
A descida teria sido muito tranqüila se não fosse por dois probleminhas:
1º- Ao dormir coloquei duas meias grossas para dormir e esqueci de tirá-las pela manhã. Por ter descido a trilha com duas meias grossas, ganhei de presente duas bolhas logo abaixo dos dedões dos pés, o que me fez descer os últimos 2 km praticamente com lágrimas nos olhos de tanta dor. Cheguei a quebrar um ganho de bambu de tanto que eu me apoiava nele. (NÃO DEÊM ESSE MOLE, USEM UMA MEIA FINA E UMA GROSSA!)
2º- Roberto torceu o pé a aproximadamente 1 km da porta de saída da trilha, o que também o fez descer agonizando e dirigir o carro com o pé que nem um mocotó inchado rsrs.
Descemos a serra, passamos no Ângelo para deixá-los (Ângelo e Anderson) em casa, partimos em retirada para minha casa a 100 km por hora pois, nessa hora tudo o q eu tinha comido no acampamento estava fermentando e já começava a fazer efeitos indesejáveis. Cheguei à metade do caminho e já liguei para minha mãe me esperar no portão para pegar a mochila pois uma bomba fecal estava prestes a explodir a qualquer momento rsrs.
Desci do carro... Roberto abriu a mala do carro... Já peguei a mochila jogando no colo da minha mãe e disparei para o banheiro. Após desarmar a bomba atômica formada dentro de mim, coloquei meus pés na água quente para ver se conseguia aliviar as dores das bolhas. Levei cerca de 1 hora fazendo isso tudo.
À noite, o reencontro da patota para trocar fotos foi hilário. Roberto e eu mancando e Geovanni em estado de semi-coma ainda... Mas tudo valeu muito a pena, e fica como recomendação turística a todos.
Para conferir todas as fotos, clique aqui.
Para conferir todas as fotos, clique aqui.
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